Cerca de 1,8 mil funcionários da Alcoa, em Poços de Caldas, podem perder o emprego caso a empresa não encontre solução para a reduação de custos. Segundo reportagem publicada no jornal “Valor Econômico”, a indústria de alumínio passa por uma crise mundial e a saída para a fábrica seria o corte de gastos, principalmente com energia elétrica. A afirmação é do presidente da empresa para a América Latina, Franklin Feder.
A Alcoa de Poços de Caldas foi fundada em 1965 e as atividades começaram em 1970. A empresa reúne na cidade os setores de mineração, refinaria, redução e fábrica de pó de alumínio. Em 2005, a empresa inaugurou também o setor de negócios na cidade. Hoje a empresa produz 95 mil toneladas de alumínio por ano e gera cerca de 900 empregos diretos e outros 900 indiretos. O município arrecada cerca de R$ 800 mil só de impostos da empresa, o que representa 20% de todas as indústrias da cidade.
Segundo o presidente da Alcoa, desde janeiro a empresa enfrenta dificuldades para suportar os altos custos operacionais, principalmente de energia. O problema estaria associado ao declínio do preço do alumínio no mercado internacional. O presidente da empresa afirma que o Brasil tem uma das energias mais caras do mundo, o que inviabilizaria a atividade da companhia no país. Além de Poços de Caldas, outra unidade que estaria sob mira da Alcoa é a de São Luis, no Maranhão.
A subsidiária da América Latina terá até 31 de março para encontrar uma solução para a redução de custos. Uma das alternativas apresentada pela empresa seria a transferência da produção de energia, hoje concentrada em Poços de Caldas, para a unidade do Maranhão.
O prefeito de Poços de Caldas, Paulo César Silva, diz que aposta nos apoios dos governos federal e estadual para manter a empresa no município.
Notícias Relacionadas:
0 comentários:
Postar um comentário