terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Estado disponibilizará teste rápido de Aids e Sífilis


As gestantes e seus parceiros sexuais poderão recorrer ao teste rápido (resultado na hora) de HIV/Aids e da Sífilis. O Ministério da Saúde publicou duas portarias em dezembro de 2011 e outras duas neste mês, que viabilizam a realização desse tipo de teste.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas (SES-MG) já promoveu capacitação para os profissionais de Belo Horizonte e, até março, a estenderá para os técnicos dos municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e do interior do Estado, para que estejam aptos a aplicar os testes. A meta é reduzir para menos de 1% a taxa de incidência de Sífilis e HIV em gestantes e recém nascidos até 2015.
Conforme a coordenadora de DSTs/Aids da SES, Fernanda Junqueira, a coordenadoria vai promover a capacitação dos profissionais da Atenção Básica em Belo Horizonte. “A ideia é passar o ano de 2012 fazendo capacitações para os técnicos, com duração de dois dias. A Prefeitura de Belo Horizonte já começou e não deve demorar a receber os testes rápidos para as unidades básicas de saúde da capital”, explica.
Conforme a coordenadora, “o teste rápido apresenta o resultado na hora e a gestante é aconselhada e encaminhada a um serviço especializado para começar imediatamente o tratamento, assegurando, assim, a saúde de seu bebê. Já no teste sorológico, o resultado não é entregue na hora, logo, a gestante também não é tratada imediatamente e não podemos garantir que ela volte para descobrir que é portadora do vírus e se tratar”, destaca.
Em Minas Gerais, os testes rápidos começarão a ser feitos nos centros de saúde em Belo Horizonte, a partir de fevereiro. Em um primeiro momento, a iniciativa estará ligada ao programa federal Rede Cegonha e ao incentivo financeiro para as consultas de pré-natal e para o parto das gestantes no SUS, assegurando à criança o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e desenvolvimento saudáveis.“É uma estratégia para erradicar o HIV e a Sífilis das nossas crianças. O tratamento para Sífilis é simples e eficaz, basta tratar a gestante e seu parceiro para que a doença seja eliminada antes do parto. No caso do HIV, há uma série de medidas que podem proporcionar segurança e impedir a transmissão de mãe para filho na hora do parto e na amamentação. É inconcebível que um bebê venha ao mundo com essas doenças, quando elas podem ser evitadas”, afirma Fernanda Junqueira.
Com isso, é de extrema importância a ampliação do acesso ao diagnóstico do HIV e a detecção da Sífilis na gestante e principalmente que o tratamento seja realizado em tempo oportuno. “O teste rápido será direcionado também para os parceiros sexuais das gestantes em caso de resultado positivo. É fundamental que o parceiro seja também atendido, diagnosticado e tratado, para que a cadeia de transmissão seja interrompida. Tratar somente a gestante é uma medida absolutamente ineficaz, uma vez que ela é reinfectada pelo parceiro.”O restante da população tem disponível, nos centros de saúde, o exame Elisa e o Westen Blot, testes sorológicos para a detecção do HIV. O tempo de espera para o resultado desses exames gira em torno de 2 a 3 semanas. Os testes sorológicos para a Sífilis seguem o mesmo procedimento.No Estado, entre os anos de 2000 e 2011, foram notificados 4.066 gestantes com HIV positivo.



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