sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Ícone da cultura varginhense completaria 100 anos de idade esta semana


O último dia 6 de dezembro (terça-feira) foi uma data histórica para Varginha. Foi celebrado o centenário de nascimento de Oneyda Alvarenga. 
A varginhense foi uma jornalista, poetisa, ensaísta e folclorista brasileira. 
No ano de 1937, Oneyda ganhou o prêmio do curso de etnografia e folclore da Prefeitura de São Paulo com o trabalho O cateretê do sul de Minas Gerais. 
Um ano depois, lançou seu primeiro livro de poemas, A menina boa.
Oneyda chegou a conhecer e estudar piano com Mário de Andrade, com quem também teve aulas de estética e história da música. Embora tenha conhecido o artista somente em 1931, o nome de Mário já circulava no país desde 1922, em virtude da repercussão que teve a Semana de Arte Moderna.
A amizade com Mário Andrade foi decisiva para a formação cultural e orientação vocacional de Oneyda Alvarenga, onde ela acabou sendo a principal assessora nos empreendimentos do mestre. 
Quando ele faleceu, em 1945, Oneyda assumiu o compromisso de reunir, compilar, sistematizar e publicar parte de sua obra, encargo que o amigo confiou-lhe em sua carta-testamento. 
Ela dedicou grande parte de seu tempo ao Acervo da Missão de Pesquisas Folclóricas, com a catalogação dos objetos, registro sonoro e as publicações das séries Registro Sonoro do Folclore Musical Brasileiro e o Catálogo Ilustrado do Museu Folclórico.
Alvarenga foi a primeira diretora da Discoteca Pública Municipal da Prefeitura de São Paulo, criada pelo seu mestre Mário de Andrade, que na época era diretor do Departamento de Cultura do município. Oneyda permaneceu ao cargo de 1935 até sua aposentadoria em 1968, vindo a falecer na capital paulista em fevereiro de 1984.



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