quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Delegada acredita que violência à mulher reduziu em Varginha

A delegada Ângela Furtado Braga acredita que violência a mulher em Varginha como em outras localidades reduziram após o advento da Lei Maria da Penha em 2006. Em entrevista à Gazeta de Varginha, ela diz crer que a violência contra a mulher vem caindo, pois antes não era permitido prender em flagrante e os processos se arrastavam e hoje há uma diminuição.
Para Ângela Furtado, o ideal seria que em Varginha houvesse uma Delegacia da Mulher exclusiva para atendimento de casos de violência doméstica. “Infelizmente a demanda de trabalho é grande. Estamos aguardando o resultado do concurso para delegado e escrivão. Atualmente, conto com dois escrivães que junto comigo procuramos fazer o melhor”, comenta.
A delegada explica que a violência à mulher não se limita apenas ao espancamento. “A violência vai da psicológica até a física, como também humilhação de companheiros, maridos, namorados. O estupro é um crime extremamente grave”, explica.
Em relação à investigação do caso da dentista que foi estuprada no mês passado em Varginha, ela diz que ainda não recebeu o resultado de DNA que é feito pelo Instituto de Criminalística de Belo Horizonte. Para Ângela, em 2011, o caso que mais a chocou até o presente momento foi do assassinato da jovem Adryellen Otávio Pereira no mês de setembro. “Fiquei chocada pela circunstância do crime. Pelo fato de ser jovem, estar grávida e como ela foi encontrada. Me choquei como profissional de segurança, mãe e mulher”, diz.
Quanto a estatísticas de violência à mulher em Varginha, Ângela Braga Furtado, diz que “é difícil falar sobre números. Cheguei em Varginha em outubro do ano passado. Estas ocorrências costumam acontecer em fins de semana com o uso de álcool e drogas. Nosso plantão é feito em 11 cidades”, finaliza.


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