A economia brasileira andou de lado nos meses de julho a setembro. O país sentiu o efeito da crise internacional, com mais intensidade neste período. O consumo das famílias, um dos propulsores da economia, teve queda pela primeira vez, desde o final de 2008. Mas e dai? Onde isso me afeta? De forma geral toda a economia é afetada com a taxa de crescimento estagnada, parada. Trabalhamos, produzimos, vendemos, compramos e não saímos do lugar. Transporte este conceito para a vida pessoal. É frustrante.
Sabia-se que a crise internacional, na zona do Euro com destaque para a fase aguda da Grécia e com a demora na retomada da economia americana, em algum momento afetaria a nossa economia. Exportamos para estes países. Se eles estão em crise, vão comprar menos ou adiar novos investimentos em outros países. A nossa “sorte” é que a China, o nosso parceiro comercial, do qual saímos de 3% para 18% a nossa exportação entre os anos de 2001 a 2011, continua com crescimento forte e acima de 8% ao ano. Contudo não podemos somente continuar contando com a “sorte” para avançarmos no crescimento. Daí a razão, em parte, desta queda de juros da SELIC, que este ano já esteve em 12,5% e fecha o ano em 11%. Esta política permite que o crédito fique mais barato. Crédito para as empresas investirem, crédito para o consumidor poder pagar uma prestação menor. Outra medida adotada recentemente foi à redução de IPI em diversos produtos, tais como geladeira e fogões. Com esta medida espera-se que o consumidor vá às compras e faça girar a roda da economia. Quando o consumidor vai às compras, as lojas vendem mais. As lojas compram mais da indústria. A indústria produz mais. Mais pessoas têm o emprego garantido ou são gerados novos postos de trabalho. Com mais dinheiro no bolso, o consumidor vai às compras.
Em minha opinião, também estamos contando com a sorte para manter a inflação sob controle. Ela continua acima do teto da meta, que é 6,5%, mas o Banco Central espera fechar o ano no teto. O lado bom da crise, no controle da inflação é que ela não esta permitindo a subida dos preços, por falta de mercado e baixa de poder de compra dos consumidores, levando a economia do mundo como parâmetro. Se os preços externos (produtos importados) não sobem e alguns até caem de preço, isso ajuda a controlar a nossa inflação interna. Sendo a inflação nada mais que a alta de preços em uma economia.
Aproveito e reforço o convite para a formação de poupança pessoal, evitando o consumo de toda a renda.
Caso tenha alguma duvida ou sugestão nos envie um e-mail. financeiropessoal@terra.com.br
Walter Junior é economista e com MBA em Gestão Empresarial.
Sabia-se que a crise internacional, na zona do Euro com destaque para a fase aguda da Grécia e com a demora na retomada da economia americana, em algum momento afetaria a nossa economia. Exportamos para estes países. Se eles estão em crise, vão comprar menos ou adiar novos investimentos em outros países. A nossa “sorte” é que a China, o nosso parceiro comercial, do qual saímos de 3% para 18% a nossa exportação entre os anos de 2001 a 2011, continua com crescimento forte e acima de 8% ao ano. Contudo não podemos somente continuar contando com a “sorte” para avançarmos no crescimento. Daí a razão, em parte, desta queda de juros da SELIC, que este ano já esteve em 12,5% e fecha o ano em 11%. Esta política permite que o crédito fique mais barato. Crédito para as empresas investirem, crédito para o consumidor poder pagar uma prestação menor. Outra medida adotada recentemente foi à redução de IPI em diversos produtos, tais como geladeira e fogões. Com esta medida espera-se que o consumidor vá às compras e faça girar a roda da economia. Quando o consumidor vai às compras, as lojas vendem mais. As lojas compram mais da indústria. A indústria produz mais. Mais pessoas têm o emprego garantido ou são gerados novos postos de trabalho. Com mais dinheiro no bolso, o consumidor vai às compras.
Em minha opinião, também estamos contando com a sorte para manter a inflação sob controle. Ela continua acima do teto da meta, que é 6,5%, mas o Banco Central espera fechar o ano no teto. O lado bom da crise, no controle da inflação é que ela não esta permitindo a subida dos preços, por falta de mercado e baixa de poder de compra dos consumidores, levando a economia do mundo como parâmetro. Se os preços externos (produtos importados) não sobem e alguns até caem de preço, isso ajuda a controlar a nossa inflação interna. Sendo a inflação nada mais que a alta de preços em uma economia.
Aproveito e reforço o convite para a formação de poupança pessoal, evitando o consumo de toda a renda.
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Walter Junior é economista e com MBA em Gestão Empresarial.
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